Amazônia pode ficar 10°C mais quente em 2070

Amazônia pode ficar ‘10ºC mais quente em 2070′
  
 
20061115083553061115_amazonia_203b1.jpgAmazônia será uma das áreas mais afetadas pelo aquecimento
A Amazônia pode chegar a 2070 registrando temperaturas 10ºC acima do que registrava um século antes, sugerem os indicadores de um projeto de projeção climática para o planeta nos próximos anos.
O projeto, envolvendo a BBC, a Universidade de Oxford e o Conselho de Pesquisas de Meio-Ambiente britânico, indica que a área deve ser uma das mais afetadas pela mudança climática no futuro, junto com os desertos centrais da China e da África e as regiões gélidas do Pólo Norte.

Em relação aos anos 1970, o aumento de temperatura na porção norte e nordeste do Brasil pode superar os 2ºC em 2020, apontam os indicadores.

Detalhes da iniciativa, que utilizou computadores pessoais de 250 mil voluntários para processar seus dados, foram revelados em um programa exibido pela BBC nesta sexta-feira à noite.

Supercomputador

Para processar as informações do projeto, os organizadores contaram com o voluntarismo de 250 mil pessoas em 171 países, incluindo Suriname, Suazilândia e Togo.

Cada um obteve um pacote de softwares que operou automaticamente por três meses em seus computadores quando eles não estivessem sendo usados.
Em 2070, Pólo Norte e área tropical da América do Sul sentirão efeitos

20070119191553070119_2070_full203.jpgOs dados eram enviados para um servidor central, e inseridos em modelos desenvolvidos pelo Escritório Meteorológico da Grã-Bretanha.

“Quando começamos, achávamos que estaríamos satisfeitos com 10 mil pessoas fazendo parte”, disse o coordenador do projeto, Nick Faull, da Universidade de Oxford.

Ele explicou que, juntos, os computadores têm mais capacidade de processamento que apenas um supercomputador.

“A capacidade de processamento de cada computador pessoal processando um prognóstico específico é maior do que os supercomputadores disponíveis para as pesquisas climáticas”, ele disse.

“Também é fantástico envolver o público nas pesquisas sobre o clima.”
 

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